bet awards - mulheres – bet awards – bet awardshttps://www.ilyyt.comAcesse conteúdos jornalísticos, nos mais variados formatos, focados na informação como aliada das micro e pequenas empresasWed, 03 Jan 2024 13:09:27 +0000pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.4bet awards - mulheres – bet awards – bet awardshttps://www.ilyyt.com/cultura-empreendedora/programa-do-sebrae-voltado-as-mulheres-se-consolida-em-2023-e-chega-a-todos-os-estados-do-pais/Wed, 03 Jan 2024 13:09:27 +0000https://www.ilyyt.com/?p=19522O programa que incentiva, valoriza e acelera a jornada de mulheres que empreendem ou querem empreender conquistou todos os estados do país. O Sebrae Delas, em 2023, se consolidou como ferramenta de apoio e fortalecimento do empreendedorismo feminino e é ofertado por todo o Sistema, inclusive nas unidades localizadas no interior do Brasil. No total, mais de 150 mil mulheres foram atendidas por meio da cursos, consultorias e mentorias para o desenvolvimento de competências emocionais.

A coordenadora nacional do Sebrae Delas, Renata Malheiros, aponta que o tema empreendedorismo feminino está avançando e ganhando cada vez mais em destaque. No entanto, há ainda grandes desafios para serem superados. De acordo com pesquisa encomendada pelo Sebrae, as mulheres têm menos apoio para abrir ou gerir pequenas empresas, gastam quase o dobro de horas com cuidados com a família do que os homens e mais de 40% delas já sofreram ou conhecem alguém que passou discriminação por causa do gênero.

De uma maneira geral, tem mudado a perspectiva em relação ao empreendedorismo feminino. No entanto, há desafios enormes, que são culturais, e falar mais sobre o tema, ter homens como aliados, faz essa mudança ser acelerada neste longo caminho que temos pela frente.
Renata Malheiros, coordenadora nacional do Sebrae Delas.

Uma das mulheres que foram atendidas pelo programa é a Lillian Miyuri Yamauchi, proprietária da “Mimos para Todos”, um e-commerce de brinquedos educativos, pedagógicos e inclusivos sugerido pela filha para ficarem mais próximas. “Foi na primeira mentoria do Sebrae Delas que eu descobri a importância do autoconhecimento e vi que eu não dava valor a mim mesma”, conta Lillian. Os cursos e mentorias deram tão certo, que o negócio só vem crescendo – ela já foi microempreendora individual  (MEI) e agora está migrando de microempresa (ME).

Lilian Yamauchi conta que nesses dois últimos anos sofreu golpes na empresa que a fizeram pensar em desistir, mas encontrou apoio no Sebrae Delas, no Programa Agente Locais de Inovação (ALI) e do Comitê de Empreendedorismo do Grupo Mulheres do Brasil. “Me fizeram acreditar que sou capaz e, hoje, apesar dos desafios, tenho uma equipe maravilhosa que trabalha comigo”, ressalta. Por isso, sempre indica o programa Sebrae Delas para outras mulheres. “Algumas até acham que trabalho no Sebrae”, brinca. “Me perguntam se a inscrição deu certo, tiram dúvidas. Fico feliz em divulgar um trabalho que tem me ajudado tanto.”

Próximasetapas

Para 2024, a perspectiva é ampliar um olhar para as mulheres de forma interseccional, a exemplo das mulheres negras, com deficiência, periféricas, com mais de 60 anos, entre outras. Por isso, a iniciativa integrará o Programa Plural, a mais recente iniciativa do Sebrae voltada à diversidade e inclusão. “Sabemos que, na diversidade, temos mais ideias diferentes, que é um princípio da inovação, que está diretamente ligado à competitividade”, afirma Renata Malheiros.

Além disso, o objetivo para o próximo ano é ampliar parcerias com organismos internacionais para reforçar a agenda de diversidade e inclusão. No último mês de novembro, a atuação do Sebrae em apoio ao empreendedorismo feminino ganhou a atenção da Organização dos Estados Americanos (OEA) que visitou a sede da entidade, em Brasília, para conhecer as soluções do Sebrae voltadas para as mulheres.

Sebrae Delas

OSebrae Delas é um programa que incentiva, valoriza e acelera a jornada de mulheres que empreendem ou querem empreender. Isso porque, quando uma mulher empreende, ela gera emprego e renda, faz a economia girar e encoraja a participação de outras mulheres nos negócios.

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bet awards - mulheres – bet awards – bet awardshttps://www.ilyyt.com/dados/o-empreendedorismo-que-liberta-e-transforma-a-vida-de-mulheres/Sun, 19 Nov 2023 14:25:20 +0000https://www.ilyyt.com/?p=18514O desejo de ter o próprio negócio e ser “chefe” de si mesmo faz parte do sonho de milhares de pessoas no Brasil. No entanto, os motivos que levam homens e mulheres a empreender podem ser muito diferentes. Quando uma mulher decide abrir a própria empresa, isso muitas vezes não acontece por uma oportunidade de negócio no mercado, mas sim por uma imposição que, além de financeira, pode estar relacionada à necessidade de transformação pessoal e libertação de situações de violência. E, antes que alguém insista, não há nada de invisível nessa realidade!

No Brasil o número de casos de violência contra a mulher não para de crescer. Estudo da Rede de Observatório da Segurança, realizado em sete estados (em 2022), aponta que uma mulher é vítima de violência, em média, a cada quatro horas no país. A maior parte dos registros tem como autor companheiros e ex-companheiros das vítimas.

O empreendedorismo, por outro lado, tem se revelado como uma alternativa de vida para essas mulheres. Ao ser dona do seu próprio dinheiro, a mulher dá os primeiros passos em uma nova direção, com mais força para lutar contra relações tóxicas.

Os dados da 6ª Pesquisa Anual sobre Empreendedorismo Feminino no Brasil, produzida pelo Instituto RME e o Instituto Locomotiva, mostrou que 48% das entrevistadas conseguiram terminar relacionamentos abusivos ao passarem a empreender. O estudo, com dados de 2021, mostrou ainda que 72% das mulheres que atuam no empreendedorismo se dizem total ou parcialmente independentes financeiramente e 81% concordam que empreendedoras têm mais autonomia na vida e, por isso, são mais independentes em suas relações conjugais.

Ainda que o debate sobre a “economia do cuidado” e a divisão de tarefas tenha crescido na sociedade, a disparidade de papéis ainda é gritante. Na pesquisa “Empreendedorismo Feminino”, divulgada recentemente pelo Sebrae, as mulheres que empreendem dedicam 3,1 horas aos cuidados familiares e 2,9 horas em afazeres domésticos por dia, enquanto os homens gastam 1,6h e 1,5h, respectivamente, com essas atividades. 76% das empreendedoras se sentem mais sobrecarregadas em relação à dupla jornada de trabalho, já entre os homens esse percentual é de 55%. E na hora de deixar de fazer algo para si ou para a empresa para cuidar dos filhos, de idosos e parentes, 61% das mulheres reconhecem que já passaram por essas situações, contra 48% dos homens.

No caso de mulheres vítimas de violência, os desafios se tornam ainda mais complexos. Quando essa mulher decide buscar sua independência financeira, ela carrega consigo uma “bagagem” muito mais pesada. Além da insegurança, natural para quem se lança em uma nova atividade, elas precisam enfrentar o sofrimento, o sentimento de impotência, a autossabotagem e a culpa. Começar a jornada empreendedora para essas mulheres requer um resgate de si mesmas, curar feridas e se fortalecer.

Desde 2020, o programa Sebrae Delas tem incentivado, valorizado e acelerado negócios comandados por mulheres em todo o país. Por ano, em torno de 100 mil empreendedoras são alcançadas pelas ações dessa iniciativa exclusiva, com cursos, capacitações em diversos temas relacionados ao mundo dos negócios, além de mentorias especializadas para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como liderança, comunicação assertiva, negociação, entre outras. Não por acaso, outro diferencial do programa é a criação de uma rede de apoio que acolhe, encoraja e promove conexões entre mulheres, propiciando um ambiente de fortalecimento individual e coletivo, compartilhamento de vivências, formação de parcerias e networking.

Tornar essa luta visível é uma causa de todos nós, brasileiras e brasileiros! Precisamos avançar de forma mais célere na solução do grave problema da violência de gênero que atinge as mulheres, filhos e famílias nos quatro cantos do país. Nesse sentido, é urgente trabalharmos para fortalecer as políticas públicas que estimulam e apoiam o empreendedorismo feminino, assegurando as condições necessárias para que as empreendedoras possam competir em igualdade de oportunidades. Essa mudança passa por mudanças estruturais na economia, no nosso marco legal e principalmente na cultura da nossa sociedade ainda fortemente marcada pela marca vergonhosa do machismo.

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