jogos quarta feira - Indicação Geográfica – jogos quarta feira – jogos quarta feirahttps://www.ilyyt.comAcesse conteúdos jornalísticos, nos mais variados formatos, focados na informação como aliada das micro e pequenas empresasTue, 23 Jan 2024 20:48:35 +0000pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.4jogos quarta feira - Indicação Geográfica – jogos quarta feira – jogos quarta feirahttps://www.ilyyt.com/cultura-empreendedora/camomila-de-mandirituba-conquista-a-indicacao-geografica/Tue, 23 Jan 2024 17:34:25 +0000https://www.ilyyt.com/?p=19883

A produção da camomila desidratada em Mandirituba (PR), erva utilizada para acalmar, relaxar e induzir ao sono, teve o seu reconhecimento como Indicação Geográfica (IG) concedido nesta terça-feira (23). Este foi o primeiro registro garantido em 2024 pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Reconhecida na modalidade de Indicação de Procedência, a produção na região se junta a outras 110 Indicações Geográficas de todo o país.

De acordo com informações do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, Mandirituba – na região metropolitana de Curitiba (PR) – é responsável por cerca de 30% de toda a camomila produzida no estado, com mais de 300 toneladas anuais, o que gera um faturamento de cerca de R$ 5 milhões para os produtores. Ao todo, cerca de 50 famílias produzem camomila na cidade, em uma área total de 875 hectares. A planta foi trazida há cerca de 40 anos para o município por imigrantes europeus, principalmente da região da Polônia e Ucrânia.

“O reconhecimento da camomila de Mandirituba sinaliza a possibilidade de se avançar num segmento de produtos com grande potencial no Brasil. As ervas, com larga aplicação na indústria alimentícia e de cosméticos, permitem a disseminação das Indicações Geográficas (IGs) com os seus diferenciais de qualidade em negócios B2B (entre empresas)”, apontou a analista de inovação do Sebrae Hulda Giesbrecht.

Além de movimentar a economia, os campos floridos de camomila também são palco de caminhadas e incentivam o turismo. Foto: Inove.Nos últimos anos o cultivo manual deu lugar às máquinas, desde a semeadura até a secagem, sem prejuízo à tradição e o saber-fazer dos agricultores. Um diferencial da erva cultivada são as condições de solo e clima do município. Atualmente, uma camomila com bom teor de óleo essencial precisa superar a concentração de 0,4%. A camomila de Mandirituba, por sua vez, possui em torno de 0,7%. Além disso, o cultivo da planta impulsiona o turismo e a economia no município, especialmente no período de agosto e setembro, quando os visitantes podem passear ao redor da plantação.

O presidente da Associação dos Produtores de Camomila de Mandirituba (Camandi), Jose Edinei Klichevicz, está empolgado com o reconhecimento, que possibilitará acesso a novos mercados. “Se inicia uma nova história da camomila em nível de Brasil e do mundo”, afirmou. “São novas portas que estão sendo abertas, pois vamos entregar além da qualidade, a nossa comprovação do manejo que realizamos aqui. Com certeza, as empresas vão buscar esse produto diferenciado e certificado”, completou o agricultor.

Jose Edinei ressaltou ainda o apoio que teve do Sebrae na conquista. “Foi a chave principal, pois, junto à prefeitura de Mandirituba, enxergou a possibilidade da Indicação Geográfica e o potencial da região. Conseguimos ter uma visão ampla, identificar mais oportunidades e meios para alavancar nossa produção”, destacou.

A partir de agora, o Paraná tem 14 Indicações Geográficas reconhecidas pelo INPI. São elas: a cachaça de Morretes, o melado de Capanema, mel de abelha de Ortigueira, cafés especiais do Norte Pioneiro, morango do Norte Pioneiro, vinho de Bituruna, goiaba de Carlópolis, mel do Oeste, barreado do Litoral, queijo da Colônia Witmarsom, bala de banana de Antonina, erva-mate de São Matheus e as uvas de Marialva.

Outros produtos estão em busca do registro: as Broas de Centeio de Curityba, Mel de Prudentópolis, Urucum de Paranacity, Queijos do Sudoeste do Paraná, Cracóvia de Prudentópolis, Carne de Onça de Curitiba, Café de Mandaguari, Ponkan de Cerro Azul e Ovinos e Caprinos da Cantuquiriguaçu.

IndicaçõesGeográficas

As Indicações Geográficas (IG) são ferramentas coletivas de valorização de produtos tradicionais vinculados a determinados territórios. Elas possuem duas funções principais: agregar valor ao produto e proteger a região produtora.

O sistema de Indicações Geográficas promove os produtos e sua herança histórico-cultural, que é intransferível. Esse legado abrange vários aspectos relevantes: área de produção definida, tipicidade, autenticidade com que os produtos são desenvolvidos e a disciplina quanto ao método de produção, garantindo um padrão de qualidade. Tudo isso confere uma notoriedade exclusiva aos produtores da área delimitada.

Prefeito de Mandirituba, Luis Antonio Biscaia, e o presidente da Camandi, Jose Edinei Klichevicz durante exposição da camomila na Expoapras 2023, em Pinhais. Foto: Prefeitura de Mandirituba.
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jogos quarta feira - Indicação Geográfica – jogos quarta feira – jogos quarta feirahttps://www.ilyyt.com/cultura-empreendedora/ter-o-selo-de-indicacao-geografica-pode-elevar-o-valor-do-produto-em-ate-50/Tue, 17 Jan 2023 16:35:26 +0000https://www.ilyyt.com/?p=11072O Brasil alcançou, em dezembro, a marca de 100 Indicações Geográficas brasileiras reconhecidas pelo  Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) após chancelar o Litoral Norte do Paraná para o barreado, prato típico de carne do estado. A Indicação Geográfica (IG) garante o selo de um produto ou serviço como originário de um local, região ou país. É assim, por exemplo, com a região de Champagne, que só pode ser usada por espumantes produzidos na região de Champagne, na França, e com o vinho do Porto, em Portugal.

No Brasil, o reconhecimento de uma Indicação Geográfica se dá na forma de um registro concedido pelo INPI aos produtores e prestadores de serviços instalados na área geográfica delimitada. “Queijo da Canastra, calçados de Franca, melão de Mossoró, mármore de Cachoeiro do Itapemirim, panelas  de barro de Goiabeiras no Espírito Santo são alguns exemplos de produtos originários de Indicações Geográficas reconhecidas”, cita Fernanda Picosse, advogada e sócia do IPlatam Marcas e Patentes.

Baseado em estudos nacionais e internacionais, o INPI estima que, a partir do momento em que o produto recebe o selo, o seu valor tem uma elevação média entre 20% e 50%. Essa valorização pode ser bem maior. Para se ter uma ideia, o socol (embutido de lombo suíno) de Venda Nova do Imigrante (ES), que tem IG desde 2013, acumula valorização do preço em 535%. Já o famoso queijo da Canastra, da Serra da Canastra (MG), que tem IG desde 2012, contabiliza valorização de 214%.

“A Indicação Geográfica é um ativo de propriedade intelectual definido na Lei de Propriedade Industrial 9.279, de 14 de maio de 1996, que protege um nome geográfico com base na sua reputação, ou seja, que tenha se tornado conhecido em produzir determinado produto ou serviço ou no vínculo que uma área geográfica delimitada apresenta com a qualidade ou características de um determinado produto ou serviço”, explica Hulda Giesbrecht, analista de inovação do Sebrae Nacional.

Hoje, as indicações geográficas brasileiras envolvem 64 produtos agroalimentares, 20 produtos não-agroalimentares, como calçados de Franca ou a renda do Cariri Paraibano; 15 vinhos e destilados e um serviço, beneficiando cerca de 150 mil pequenos negócios e mais de 2.000 municípios. Os produtos com mais Indicações Geográficas no Brasil são: café (14), artesanato (12), vinhos ou espumantes (12) e frutas (13).

Indicação de procedência e denominação de origem
A Indicação Geográfica compreende duas espécies: a Indicação de Procedência (baseada na reputação) e a Denominação de Origem (baseada na comprovação do vínculo do produto com o meio geográfico).

A Denominação de Origem tem a ver com fatores naturais, como o clima, solo e relevo e  com fatores humanos, como um saber-fazer específico. Em números, inclui a maioria de produtos do agronegócio, como o café do Caparaó, o arroz do Litoral Norte Gaúcho, a tequila do México, ou os espumantes de Champanhe.

Já a Indicação de Procedência tem a ver com o renome ou algo recorrente e relevante da região. A região de Franca, reconhecida pelos calçados, e os mármores de Cachoeiro do Itapemirim são alguns exemplos.

“As Indicações Geográficas alteram a estrutura de produção e atuam como embaixadas de seus países ao redor do mundo”, afirmou o presidente do INPI, Cláudio Furtado, durante o  V Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas – Origens Brasileiras, que aconteceu no início de dezembro em Curitiba, no Paraná. “Esse modelo de agropecuária com alto valor agregado sob selos de Indicação Geográfica representa 15% das exportações da União Europeia”, comentou.

No evento, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, ressaltou a diversidade e a qualidade dos produtos nacionais. “Eles são a carteira de identidade de uma região e do nosso país. Precisam estar na vitrine, em destaque, e receber pelo valor agregado que o conhecimento e o trabalho dos produtores gera”, defendeu Melles no mesmo evento.

O que vem por aí
Atualmente, cerca de 70 regiões e produtores estão sendo apoiados pelo Sebrae para se estruturarem e alcançarem o reconhecimento como Indicações Geográficas. O camarão de Laguna, em Santa Catarina, a alcachofra de São Roque, em São Paulo, a castanha de caju da Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, e as quitandas de Paracatu, em Minas Gerais, são alguns dos exemplos em estruturação para pleitearem futuramente o reconhecimento de Indicações Geográficas.

Segundo Giesbrecht, o processo envolve o levantamento de informações que comprovem a tradição na produção, o nexo causal entre os fatores naturais e humanos e as características específicas do produto, além de toda a documentação requerida pelo INPI; e principalmente a organização e consolidação da governança da Indicação Geográfica.

Para obter o reconhecimento como uma Indicação Geográfica, é necessário que os produtores, por meio de uma entidade coletiva (associação, federação, cooperativa), apresentem o pedido de registro (petição eletrônica) ao INPI, com um conjunto de informações e evidências que vão embasar a análise de mérito da concessão do registro.

O registro tem duas finalidades estratégicas: proteger um nome geográfico e promover a região e os produtores vinculados ao produto com base nesse ativo intangível. “O movimento gerado pelo processo de estruturação de uma Indicação Geográfica gera também várias externalidades positivas, além dos resultados advindos da obtenção daquele ativo, tais como melhoria da qualidade do produto individual e coletiva; integração com as políticas públicas locais; negociações conjuntas e fortalecimento do cooperativismo”, considera Giesbrecht.

Para se obter o registro de uma Indicação Geográfica, é necessário identificar evidências de que a região tenha ficado conhecida em função da produção daquele produto/serviço; ou comprovações de que na área geográfica delimitada os fatores naturais (clima, solo, relevo, por exemplo) ou fatores humanos (saber-fazer das pessoas ali instaladas) são determinantes para as qualidades ou caraterísticas específicas do produto ali produzido.

Desafios
Alguns obstáculos, no entanto, impedem o crescimento vertiginoso das Indicações Geográficas. Uma das principais dificuldades é a organização e elaboração dos documentos e informações necessárias para comprovação junto ao INPI das condições necessárias ao reconhecimento. “Isso inclui a construção da governança que é a base de sustentação e deve ser protagonista da definição dos rumos da Indicação Geográfica e das metas a serem alcançadas em termos de agregação de valor e acesso a mercados”, afirma a analista de inovação do Sebrae Nacional.

O advogado Lucas Sávio Oliveira, sócio do dcom Advogados, considera que não é tão simples obter o registro de uma Indicação Geográfica. “O primeiro passo para o requerimento está na organização dos produtores do produto na região em que a indicação será buscada. Só associações, sindicatos ou outras organizações representativas podem fazer o requerimento de registro da indicação geográfica. Ou seja, se os produtores da região ainda não estão organizados, pode ser bastante desafiador gerar o engajamento necessário para que possam seguir com o processo”, diz.

Além disso, explica ele, é necessário provar documentalmente que o nome da região se tornou conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou serviço, no caso de Indicação de Procedência. Ou que, de fato, o meio geográfico é a causa da qualidade ou das características do produto ou serviço em caso de denominação de origem. “Outro ponto importante é a completa descrição do produto, com todas as especificações técnicas que devem ser seguidas pelos produtores, assim como o estabelecimento de controles sobre produtores e produtos para garantir que estão no padrão desejado”, complementa Oliveira.

O processo de estruturação de uma Indicação Geográfica, quando se dá a formalização da entidade coletiva e a organização dos documentos necessários para depósito do pedido no INPI, pode demandar de 12 a 18 meses.

É importante destacar que, com base na legislação atual, o registro é concedido por tempo indeterminado. “A responsabilidade em zelar pela manutenção da reputação e das condições que viabilizaram o reconhecimento da Indicação Geográfica é dos produtores ali instalados, que com uma gestão eficaz desse ativo intangível, podem cada vez mais gerar resultados positivos para a região”, completa Giesbrecht.

A expectativa para o futuro é de aumentar o número de registros de Indicações Geográficas no Brasil considerando a grande riqueza e diversidade cultural e natural do nosso país. “E não só ampliar a quantidade de Indicações Geográficas reconhecidas, mas ampliar a capacidade de gerar desenvolvimento pelas já registradas, por meio da ampliação do acesso a mercados, não só no Brasil, mas em outros países, pelo incremento do turismo local, pela ampliação de renda e atração de pessoas que se envolvem com a Indicação Geográfica”, finaliza.

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jogos quarta feira - Indicação Geográfica – jogos quarta feira – jogos quarta feirahttps://www.ilyyt.com/economia-e-politica/combinados-a-igs-turismo-e-artesanato-alavancam-economia-regional/Fri, 09 Dec 2022 12:54:12 +0000https://www.ilyyt.com/?p=10270Não existe uma receita pronta para identificar e explorar a transversalidade das Indicações Geográficas (IGs), mas algumas combinações são infalíveis. O reconhecimento do saber-fazer de um povo – registrando um ofício e seu produto, como no caso dos artesanatos – e o turismo, por exemplo, são ingredientes-chave que ampliam a potência transformadora de uma IG sobre a comunidade e a economia de uma região. Turismo e artesanato foram tema de dois painéis do primeiro dia do V Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas – Origens Brasileiras, realizado pelo Sebrae em Curitiba (PR).

“A indicação geográfica, por trazer muito forte o sentido de territorialidade, reputação e qualidade, impacta na atividade turística de uma região e movimenta economia no campo e cidade. É habitual vermos pessoas atraídas para visitar um determinado local, por causa de um  produto”, exemplificou Maria Isabel Rosa Guimarães, coordenadora estadual de agronegócios do Sebrae/PR.

“O turismo precisa ser o ‘pano de fundo’ para que a cadeia produtiva dos produtos com IG possa ser mais sustentável”, defendeu Alan Calman, do Sebrae/SC, durante a oficina sobre o impacto que os produtos com IG causam nos territórios. Calman apresentou o projeto Origens Santa Catarina, responsável pela construção dos processos de Indicação Geográfica nos produtos catarinenses, como a banana de Corupá, a cachaça de Luiz Alves, o milho crioulo de Anchieta, entre outros.

A história comprova

O maior exemplo de como a indicação geográfica impacta uma localidade é a primeira IG do Brasil, a do Vale dos Vinhedos, concedida em 2002. Naquele ano, o volume de turistas na região era de 60 mil. Em 2019, quase duas décadas depois, aproximadamente 443 mil visitantes tiveram a Serra Gaúcha como destino. Outro exemplo do mesmo estado é Pelotas: a Indicação de Procedência que abarca 14 doces icônicos da cidade gaúcha foi o início de uma história de reconhecimento das doceiras da cidade. Hoje, além da chancela de Indicação Geográfica, os doces de Pelotas são reconhecidos como Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul e Patrimônio Imaterial do Brasil. A cidade inaugurou a Rua do Doce, atrativo turístico que valoriza também o entorno e o patrimônio material dos casarões da cidade.

Se um doce é fruto de precisão, um embutido suíno também é. Foi o que apresentou Leandro Carnieli, produtor das indicações e procedência de Nova Venda do Imigrante, no Espírito Santo. Carnieli é produtor de “socol”, um embutido feito com carne de pescoço suíno, corte que era pouco valorizado. Ele destacou a importância de constituir uma governança dentro de um território. “Porque quando você tem uma região instituída, um território e uma governança, você não tem concorrente, você tem um parceiro”, resumiu. Com a IG, o turismo rural virou exemplo e hoje Venda Nova do Imigrante ostenta o título de “Capital Nacional do Agroturismo”.

Artesanato e rotas turísticas

Exemplos de produtos que são resultado do saber-fazer de um povo são o que não faltam no Brasil: atualmente, há 12 indicações geográficas de artesanatos no país, mas o potencial é infinito. A artesã Petrucia Lopes, vice-presidente do Instituto do Bordado Filé da Região das Lagoas Mundaú Manguaba (Inbordal), de Alagoas, mostrou como o reconhecimento do bordado com o selo de indicação geográfica induziu a associação e órgãos a pensarem em como contar a história do bordado filé e destacar sua importância para o estado.

Chegaram a três rotas turísticas, integrando hotéis, restaurantes, comércios e outros serviços da região. “Queremos aumentar a visibilidade do bordado filé enquanto ícone alagoano, inclusive internacionalmente. Estamos em contato com associações da França e de Portugal, que também têm tradição histórica nesse ofício, e queremos promover um intercâmbio cultural”, disse Petrucia durante o painel Potencial das IGs de artesanato.

Antoine Ginestet, representante do INPI da França, deu exemplos de como o artesanato pode alavancar a economia da região, mesmo sem o turismo atrelado. Ele apresentou as etapas de registro atualizadas no país, em que um processo de 20 meses agora dura de 8 a 12 meses. É feito totalmente on-line e custa o equivalente a R$ 1.500.

Da parte de artesanato com indicação geográfica, Ginestet apresentou os cases das cadeiras de Liffol, a porcelana de Limoges, calcário de Borgonha, as jóias de Grenat de Perpignan, tapeçarias de Aubusson, o linho basco, a cerâmica da Alsácia e as facas de Laguiole. Em todos os casos, houve um aumento expressivo em receita financeira, ampliação de mercado e fluxo turístico. “No caso da porcelana de Limoges, para receber o selo era preciso queimar a porcelana e decorá-la na região. Isso fez com que duas empresas mudassem suas fábricas para Limoges”, destacou. Essa mudança gerou gerou 150 novos postos de trabalho na localidade. Atualmente, são 27 empresas com 850 pessoas diretamente envolvidas na produção.

Para Rafaela Takassaki, presidente da associação dos produtores de balas de banana de Antonina, é preciso procurar pela “virada de chave” na maneira de pensar e agir da associação gestora do selo de IG. “Foi quando percebemos que a bala de banana não é só um doce”, revelou. “Ajudamos a contar histórias e a construir memórias afetivas. E hoje, desenvolvemos nossos produtos pensando nisso”, revelou.

Assim, começaram a testar visitas guiadas à fábrica – onde o turista passa pela experiência de produzir do início ao fim as balas de banana, – e replicaram em escolas da região os conceitos de indicação geográfica, apresentando como os habitantes estão inseridos nessa cadeia, direta ou indiretamente. Passaram também a munir as lojas de souvenires com o que os turistas gostariam de levar para casa: mais que um pacote de balas, uma série de produtos com estampas e frases que remetem ao doce paranaense. São ecobags, copos, canecas, camisetas, e produtos com bala de banana, como cerveja.

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jogos quarta feira - Indicação Geográfica – jogos quarta feira – jogos quarta feirahttps://www.ilyyt.com/cultura-empreendedora/riquezas-da-nossa-terra-sorria-e-cacau-da-bahia/Fri, 04 Nov 2022 19:04:33 +0000https://www.ilyyt.com/?p=9300
Cacau do sul da Bahia aposta em qualidade das amêndoas – Divulgação/ TV Brasil.

Impossível falar da história da Bahia sem contar a história do cacau, principalmente no sul do estado. A região viu o auge e a decadência da matéria-prima do chocolate e agora vive uma nova fase de preocupação com a qualidade das amêndoas e dos processos de produção e trabalho. No Caminhos da Reportagem desta semana, a equipe da TV Brasil passou pelas fazendas centenárias de cacau e conheceu as mudanças nos processos do fruto que conquistou o mundo. A matéria faz parte da série Riquezas da Nossa Terra, parceria do veículo com o Sebrae.

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Aposta do sul da Bahia é de chocolate especial – Divulgação/ TV Brasil.

A fazenda Yrerê é uma das produtoras que decidiu investir nas amêndoas. O proprietário Gerson Marques focou no cacau fino e orgânico. “O caminho que nos resta é o da alta especialização, da alta qualidade, vender a um preço que vale a pena”, explica. O turismo de experiência foi outro caminho encontrado por Gerson para uma nova fonte de recursos, mas também para dividir o conhecimento do que é um chocolate de qualidade. Na fazenda, o visitante conhece todas as etapas do cacau e degusta um produto único.

Depois que a vassoura-de-bruxa arrasou as plantações na década de 90, a quantidade deu lugar à qualidade. A gerente regional do Sebrae em Ilhéus, Claudiana Campos, afirma que a região vive outra fase: “já saiu daquele momento de impacto, de desespero, de muito choro, de quem perdeu grande parte da sua riqueza e a gente tá ressignificando isso”. Uma das conquistas foi o selo de Indicação Geográfica Sul da Bahia, que atesta a qualidade do chocolate produzido em 83 municípios da região.

Chocolate do assentamento Dois Riachões – Divulgação/ TV Brasil.

O assentamento Dois Riachões faz parte do selo e é um exemplo. Os antigos trabalhadores que eram explorados nas plantações, nem sabiam o gosto do cacau, mas hoje, esse quadro mudou e eles são os próprios produtores. Cerca de 40 famílias participam da colheita coletiva, do beneficiamento e produção de um chocolate próprio. “A gente conseguiu desenvolver o modelo que é rentável pro agricultor, ele consegue ter uma qualidade de vida vivendo no campo”, afirma o produtor Rubens Dário.

Turistas visitam Bataclan – Divulgação/ TV Brasil.

Até mesmo a época antiga do auge do cacau ainda rende frutos. As histórias contadas por Jorge Amado remontam à uma época que não volta mais, mas pode ser revisitada. A casa onde ele cresceu e passou a adolescência é um desses locais. Perto dali, também há o bar Vesúvio e o cabaré Bataclan, eternizados no livro Gabriela, Cravo e Canela. “Jorge Amado talvez seja na literatura o tradutor, a pessoa mais importante e significativa que nós produzimos para falar sobre nós mesmos, porque ele é filho da região”, afirma o historiador André Luiz Rosa Ribeiro.

Fazenda Provisão aposta no turismo de experiência – Divulgação/ TV Brasil.

O turismo do cacau também é muito procurado. Na fazenda Provisão é possível conhecer da colheita ao beneficiamento e ainda se hospedar no lugar para uma experiência completa.

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Mariana Reis, do Meu Querido Spa, faz terapias com chocolate – Divulgação/ TV Brasil.

Já o Meu Querido Spa desenvolveu terapias que usam o chocolate para fins estéticos e de relaxamento. E por toda a cidade é possível provar o prato principal dessa história: o chocolate – seja em forma de barra, seja nos cardápios que nos fazem viajar por esse período do Brasil que ainda hoje é possível degustar, só que com mais qualidade.

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O episódio Sorria, é cacau da Bahia!, do Caminhos da Reportagem, vai ao ar no próximo domingo (6), às 22h, na TV Brasil.

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jogos quarta feira - Indicação Geográfica – jogos quarta feira – jogos quarta feirahttps://www.ilyyt.com/economia-e-politica/indicacoes-geograficas-brasileiras-sao-destaque-na-programacao-da-tv-brasil/Fri, 07 Oct 2022 12:46:10 +0000https://www.ilyyt.com/?p=8816A partir do próximo domingo (9), as riquezas do território brasileiro reconhecidas como Indicações Geográficas (IG) serão destaque na programação da TV Brasil, canal da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Nos últimos meses, o programa “Caminhos da Reportagem” viajou pelo país para conhecer grandes histórias e mostrar aos telespectadores o universo de produtos tipicamente brasileiros que carregam a tradição, qualidade e reputação das áreas onde são produzidos. Serão 12 episódios que irão ao ar nas noites de domingo.

Atualmente o Brasil possui 94 Indicações Geográficas (IG) reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que atesta a origem do produto ou serviço, garantindo a proteção e promoção dos territórios vinculados, como vinhos, artesanatos, cafés, queijos, frutas, entre outros.

A maior parte das IG brasileiras é formada por pequenos negócios que se organizam por meio de associações e cooperativas. Desde 2003, o Sebrae tem atuado para promover o reconhecimento de produtos e serviços como IG, devido aos benefícios do registro, como aumento do valor agregado, qualificação dos empreendedores, maior competitividade no mercado, entre outros.

Detalhes da programação

As 12 edições do programa serão apresentadas até dezembro desse ano, sempre aos domingos, às 22h. O primeiro episódio traz o universo da cachaça de Paraty (RJ), região reconhecida como Indicação Geográfica em 2007, a partir do pedido da Associação de Produtores e Amigos da Cachaça Artesanal de Paraty. A produção da aguardente começou no século XVII e faz parte da história do Brasil Colônia e Império. Durante uma semana, a equipe de reportagem da TV Brasil, com apoio do Sebrae, percorreu as ruas históricas de Paraty e os antigos alambiques localizados em meio à natureza exuberante da região.

O programa “Caminhos da Reportagem” também vai mostrar outras IG, caracterizadas pela qualidade e reputação, como o mel de Bracatinga do Planalto Norte Catarinense (SC), açafrão de Mara Rosa (GO), o cacau do Sul da Bahia, o queijo do Marajó (PA), o bordado filé da Regiao das Lagoas Mundaú-Manguaba (AL), o socol de Venda Nova do Imigrante (ES), a farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul (AC), o guaraná de Maués (AM) e os vinhos da Campanha Gaúcha (RS).

Confira abaixo a grande da programação:

Outubro

  • 9/10 – Cachaça de Paraty (RJ)
  • 16/10 – Goiaba de Carlópolis (PR)
  • 23/10 – Café da Mantiqueira (MG)
  • 30/10 – Mel de Bragatinga de São Joaquim (SC)

Novembro

  • 06/11– Cacau/ Ilhéus- BA
  • 13/11–Queijo Marajoara/ Ilha Marajó-PA
  • 20/11 –Açafrão/ Mara Rosa- GO
  • 27/11 –Socol/ Venda Nova Imigrante.-ES

Dezembro

  • 04/12–Bordado filé da Região das Lagoas Mundaú-Manguaba – AL
  • 11/12–Farinha de Mandioca/ Cruzeiro do Sul – AC
  • 18/12 –Guaraná de Maués AM
  • 25/12 –Campanha Gaúcha- RS

Serviço

Programa Caminhos da Reportagem:  Riquezas da nossa terra

Canal: TV Brasil (EBC)

Exibido aos domingos, a partir do dia 9 de outubro, às 22h

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jogos quarta feira - Indicação Geográfica – jogos quarta feira – jogos quarta feirahttps://www.ilyyt.com/cultura-empreendedora/inpi-aprova-indicacao-geografica-para-a-regiao-de-sao-gotardo/Wed, 24 Aug 2022 22:34:42 +0000https://www.ilyyt.com/?p=7903Os produtores rurais da Região de São Gotardo já podem comemorar uma relevante conquista. Na última terça-feira (23/8), foi aprovada a Indicação Geográfica, na modalidade Indicação de Procedência, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), para a produção de cenoura, alho, batata e abacate.

O reconhecimento deve beneficiar cerca de 400 agricultores do Alto Paranaíba, um dos mais importantes polos produtores de hortifrúti do país, composto pelos municípios de São Gotardo, Tiros, Matutina, Ibiá, Rio Paranaíba e Campos Alto.

A Indicação Geográfica (IG) é um reconhecimento que garante a procedência do produto e sua qualidade, além de ser um diferencial competitivo para os produtores da região. Dividido em Denominação de Origem (DO) e Indicação de Procedência (IP), o registro de Indicação Geográfica evidencia a reputação, as qualidades e as características de produtos e serviços de uma localidade.

Sobre a Região de São Gotardo

A produção das quatro culturas – cenoura, alho, batata e abacate – é caracterizada pela excelente combinação de solo, clima, relevo e a alta tecnologia, aliada a força do coletivo e do empreendedorismo, o que resulta em uma produção diversificada, rastreável e com qualidade superior.

Com atuação estratégica do Sebrae Minas, a Indicação de Procedência será um fator de diferenciação para a produção de hortifruti. “O reconhecimento da marca território pode favorecer a abertura de novos mercados, agregar ainda mais valor aos produtos e fortalecer os principais elos da cadeia produtiva da Região de São Gotardo”, ressalta o gerente do Sebrae Minas Marcos Geraldo Alves.

Apoio na estruturação

Desde 2011, os produtores, por meio do Conselho Regulador da Região de São Gotardo, com apoio do Sebrae Minas, buscam transformar a região, referência em inovação, valorização do coletivo e qualidade. Com a estruturação da governança local e de todo o processo produtivo, o território criou, em novembro de 2014, o selo de Origem e Qualidade Garantida, uma marca coletiva que é utilizada por produtores associados ao Conselho. A iniciativa possibilitou o fornecimento dos hortifrútis para uma grande rede supermercadista de Belo Horizonte, no ano de 2019.

Agora, com o deferimento da Indicação de Procedência, que teve o pedido registrado em junho de 2016, todo e qualquer produtor que estiver no território, e seguir o Caderno de Especificação Técnica, pode fazer o uso do registro. “O desafio agora é apropriar, de maneira estratégica, dos valores que serão gerados a partir da Indicação Geográfica”, ressalta o analista de agronegócio do Sebrae Minas, Cláudio Wagner de Castro. Segundo ele, os produtores precisam apresentar e promover para o mercado consumidor, o diferencial desses produtos.

Fenacampo

Na próxima quarta-feira (31/8), terá início em São Gotardo a 9ª edição da Fenacampo, a Feira de Agronegócios do Alto Paranaíba. Na oportunidade, o Sebrae Minas e a Região de São Gotardo vão celebrar essa conquista que beneficia toda a cadeia produtiva de cenoura, alho, batata e abacate.

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jogos quarta feira - Indicação Geográfica – jogos quarta feira – jogos quarta feirahttps://www.ilyyt.com/cultura-empreendedora/cafeicultores-do-cerrado-mineiro-alcancam-1-milhao-de-sacas-comercializadas-com-selo-de-origem-e-qualidade/Wed, 27 Jul 2022 11:25:33 +0000https://www.ilyyt.com/?p=7209Os produtores de café da Região do Cerrado Mineiro alcançaram, nesta segunda (25), uma marca histórica. No ano em que são celebrados os 50 anos do início da produção, os cafeicultores chegaram ao resultado de 1 milhão de sacas de café comercializadas com o selo da Denominação de Origem. A região é pioneira entre as Indicações Geográficas brasileiras, tendo sido a primeira região cafeeira reconhecida como Indicação de Procedência, no ano de 2005; e como Denominação de Origem, em 2013.

A marca foi alcançada com o embarque, feito pelo produtor Gláucio de Castro, de uma carga de café para o Japão. O selo de origem é uma ferramenta de proteção e promoção dos cafés da Região do Cerrado Mineiro. A localidade está situada no Noroeste do estado de Minas Gerais, com altitudes superiores a 800 metros, fator determinante para a produção de grãos que resultam em uma bebida de qualidade. A procura pelo reconhecimento de um “Café de Atitude” segue tendências mundiais. O mercado em crescimento e em transformação é influenciado diretamente por novos consumidores mais exigentes e conscientes. A Região do Cerrado Mineiro, por meio de novas maneiras de agir, produzir e fazer negócios, responde a essa demanda com o seu café diferenciado, com qualidade e rastreabilidade.

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a conquista dos produtores mineiros mostra a importância do trabalho desenvolvido por diversos atores, como a Federação dos Cafeicultures do Cerrado, a Fundação de Desenvolvimento do Cerrado Mineiro, cooperativas, gestores públicos, produtores e do próprio Sebrae, que há décadas se dedica à expansão dos produtos brasileiros reconhecidos como Indicações Geográficas.

A criação dos cafeeiros na região requer técnicas avançadas de cultivo, manejo e fertilização do solo. O plantio é a operação mais importante na formação da lavoura, sendo feitas com mudas de meio ano, com seis a oito meses de idade, com três a cinco pares de folhas, e cujo plantio pode ser efetuado em qualquer época do ano, mas preferencialmente no início do período chuvoso. Os cafeeiros são cultivados em áreas com altitude variando entre 800 e 1.300 metros, e o resultado é um café com identidade única e de qualidade.

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jogos quarta feira - Indicação Geográfica – jogos quarta feira – jogos quarta feirahttps://www.ilyyt.com/economia-e-politica/sebrae-e-inpi-oferecem-apoio-aos-produtores-interessados-em-proteger-suas-indicacoes-geograficas/Mon, 25 Jul 2022 12:03:55 +0000https://www.ilyyt.com/?p=7127Para apoiar os coletivos de pequenos produtores que têm interesse em registrar suas Indicações Geográficas (IG) vinculadas a produtos e serviços,  o Sebrae, em parceria com Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), tem realizado um trabalho de orientação por meio de encontros virtuais. No próximo dia 27 de julho (quarta-feira), os especialistas vão se reunir com representantes de produtores da Camomila de Mandirituba (PR) e com cafeicultores da Região Vulcânica de Minas Gerais.

O primeiro encontro foi realizado no último dia 18 de julho e  contou com a participação da Associação dos Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC), que abrange a produção em municípios de São Paulo. Apesar de já possuírem o registro de IG desde 2013, os produtores apresentaram demandas para realizar mudanças na delimitação da área e no nome geográfico.

O gestor da AMSC, Gabriel Borges, destaca que esses encontros são de extrema importância para comunicação com o INPI, órgão do governo federal responsável pela análise e concessão das IGs. “Tivemos uma ótima experiência. Todos os profissionais foram muito solícitos e dispostos a ouvir nossas dores e encontrar formas de solucionar os problemas”, contou. Segundo ele, mesmo com o registro, os desafios de promover e proteger o cafe da Alta Mogiana são constantes.

Atualmente, o Sebrae acompanha a estruturação de 64 IGs, das cinco regiões do país, localizadas em 15 estados brasileiros, sendo que 51 deles estão em busca do registro de Indicação de Procedência (IP), que é uma espécie de Indicação Geográfica que é baseada na notoriedade da tradição produtiva da região em relação a determinado produto.

Os outros 13 grupos estão interessados no registro como Denominação de Origem (DO) que é outra modalidade de IG, onde as características do território agregam um diferencial ao produto ou serviço, incluindo a influência de fatores naturais e humanos. Entre os produtos há desde alimentos como café, queijo, frutas, carnes embutidas e pescados, bem como artesanato de facas, renda de bilro, peças de cristal entre outros.

De acordo com a analista de Inovação do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, a ideia dos encontros com os produtores é dar mais celeridade aos processos de registro das Indicações Geográficas. “Queremos deixar nossa parceria com o INPI mais efetiva e ao mesmo tempo, dar mais apoio aos produtores para que eles consigam apresentar os documentos de forma mais qualificada e estruturada”, explicou.

O chefe da área responsável pela Indicação Geográfica no INPI, Pablo Regalado, por sua vez, acrescenta que o objetivo da iniciativa é contribuir para evitar possíveis entraves no processo de registro junto ao instituto. “Vamos esclarecer as dúvidas dos produtores e prestadores de serviço quanto aos conceitos, requisitos e documentação para realizar um pedido de IG”, declarou.

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